Pesquisa mostra que impressão de que ateus são imorais é compartilhada até por eles mesmos
12/08/2017 - 0h01 em Novidades

Existe na sociedade uma ideia quase consensual de que os ateus são imorais, e uma pesquisa científica internacional, realizada em 13 países, acaba de comprovar que até os próprios ateus pensam isso de si mesmos.

A conclusão foi feita pelos pesquisadores após entrevistarem 3.256 pessoas que vivem na Austrália, China, República Checa, Finlândia, Hong Kong, Índia, Ilhas Maurício, Holanda, Nova Zelândia, Cingapura, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Estados Unidos.

De acordo com informações do Gizmodo, descobriu-se que a visão de que ateus são imorais não se restringe às pessoas religiosas, mas inclusive entre ateus, tanto em países com maior número de religiosos, como também nos mais secularizados.

A metodologia usada pelos pesquisadores incluía pedir aos participantes que lessem um texto sobre um menino que torturava animais e depois, já adulto, havia passado a assassinar e mutilar pessoas que viviam nas ruas.

Depois, os participantes tinham que responder peruntas sobre as crenças religiosas desse homem, de uma forma projetada, que não os obrigassem especificamente escolher se o assassino era crente ou não, pois isso poderia aumentar o viés negativo.

Para tanto, os pesquisadores ofereceram opções indiretas, e alguns participantes respondiam se achavam que aquele assassino era um professor, ou especificamente um professor crente em Deus, enquanto outros diziam se achavam que aquele homem era um professor ou especificamente um professor ateu.

Na maioria das respostas, mesmo com as variantes de cada país no que se refere ao conceito de imoralidade dos ateus, a maioria das pessoas descrevia o assassino como um professor ateu.

“O ateísmo raramente é a única informação conhecida sobre as pessoas com quem interagimos. É possível que, quando incluído na informação social que os indivíduos coletam naturalmente, o ateísmo será percebido como menos indicativo de comportamento imoral”, disseram Adam Cohen e Jordan Moon, psicólogos da Universidade Estadual do Arizona, dois dos pesquisadores que comandaram o estudo.

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